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MP3 x CD x Vinil (música e tecnologia)  (beka esclarece!) escrito em quinta 04 março 2010 05:04

bom... apesar da minha idade, eu gosto muito de falar sobre coisas antigas, épocas distantes, e principalmente bandas antigas. Isso é porque os antigos sempre ficarão na história (superando muita coisa nova que venha por aí). 

Você se lembra do bom e velho disco de vinil (LP)?

[não que seja da minha época...]

 

O LP (Long Play), é uma mídia desenvolvida no ano de 1948 para reproduzir músicas, através de um material plástico chamado vinil.  Trata-se de uma gravação analógica, mecânica, que funciona através de sulcos microscópicos que fazem a agulha do toca-discos vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico. Este sinal elétrico é posteriormente amplificado e transformado em som audível (música).

disco de vinil

 

 Entre o final da década de 80 e início da década de 90, a invenção do CD (compact disk) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora das músicas, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no final do século XX. Isso fez com que muitos artistas tivessem seus discos tirados das prateleiras do mercado fonográfico. 

CD

 

 Mais tarde, em 1997, surgiu o MP3, um formato digital independente de mídia, que funciona a partir de algorítmos de compactação de dados. O arquivo pode ser armazenado e transportado por equipamentos portáteis discretos, como MP3 players, celulares, notebooks, entre outros. Isso fez com com que sua procura aumentasse, entre o público jovem principalmente.   

iPod Nano

 

 

TENSO...

Essa relação vinil X CD X MP3 até hoje dá o que falar.

 

1) Músicos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CD, DVD, MP3 e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as frequências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos, batidas graves, "naturalidade" e espacialidade do som, ou seja, a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil.

 

2) Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações e defendem que houve solução para os problemas mais graves encontrados no CD inicialmente. Sem falar no design do CD, que já diminuiu muito em tamanho se comparado ao LP, facilitando o seu manuseio.

 

3) O mp3 é um formato digital independente de mídia, com notáveis perdas de qualidade de som devido aos algorítmos de compactação de dados. Porém seu manuseio e formas rápidas de acesso (muitas vezes gratuitos) fazem com que seja o favorito desta geração cyber.

 

E você,o que defende? O uso do LP, do CD, ou do MP3?

 

bom people...

eu, particularmente, sou fã de MP3! Acho que a tecnologia e seus avanços vieram para nos auxiliar em termos de praticidade, tempo e comodidade. MAS apesar da tecnologia, eu acredito que muitos dos recursos analógicos não devem ser descartados (como no caso do LP).

Até hoje se fabrica LP e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas da música em geral.

Os estúdios de gravação (por mais recursos tecnológicos que tenham) ainda utilizam o LP para as suas gravações, mesmo não sendo este um instrumento digital.

CURIOSIDADE:

O disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser "tocado". Pode-se experimentar colocar o disco rodando sem áudio, com as caixas de som desligadas. você conseguirá então, ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia em um processo analógico.

E hoje devido a questão de facil cópia dos CD's e expansão de MP3, muitas bandas (principalmente Rock) estão lançando seus albuns novamente em Vinil para evitar a pirataria. [será que dá certo? {#}]

 

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Inspiração: Uma faca de 2 gumes.  (enchendo a linguiça...) escrito em quinta 25 fevereiro 2010 05:00

       

Para toda situação temos os prós e os contras. Se pensarmos em “inspiração” como uma ferramenta de trabalho, estaremos nos tornando reféns dela.

Sim, é TENSO...

Mas vejamos a seguinte situação:

Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan foi um ícone nos anos 60 com seu folk-rock. Tendo ele revolucionado toda uma geração, com suas letras de musicas repletas de críticas políticas e sociais, Dylan serviu de inspiração para novas bandas que viriam a seguir, como a Guns’n roses, que regravou uma de suas músicas (“Knocking on heavens door”) assim como vários outros artistas.

Guns’n roses teve uma repercussão incrível na década de 80, e sua versão de “Knocking on heavens door” não poderia ficar de fora. Afinal “Guns” é “Guns” e quando se tem a faca e o queijo na mão unido ao CONHECIMENTO de como usá-los (nesse caso) a inspiração serve como uma aliada e serve sim como uma ferramenta incrível. Isso acontece quando você possui a capacidade de melhorar algo que já foi criado anteriormente, ou quando se aproveita uma ideia aleatória para concretizá-la de outra forma.

Agora em 2003, a cantora Avril Lavigne estava colhendo alguns frutos de seu sucesso [entre garotas colegiais], em um meio musical que não se sabe até que ponto podia ser rotulado de rock ou pop. E para fechar a boca da imprensa e passar uma imagem de rock-star girl, resolveu também regravar “Knocking on heavens door”. 

Tenso...

A inspiração foi tão extraordinária quanto a de Guns’n roses, porém a genialidade não foi a mesma, e ao invés de repercutir de forma positiva, a crítica em cima da cantora não foi muito agradável.

 

Enfim, nos dias de hoje nada se cria, tudo se [copia] transforma. A inspiração acontece sempre, em todos os lugares, para diversas finalidades.

No mercado de trabalho acontece o mesmo, principalmente se o assunto é comunicação, mas a inspiração vem com a mesma matéria-prima, só muda de cor e forma.

O profissional muitas vezes depende de inspiração para CRIAR. Quando ele procura por inspiração ou ele vai realizar um trabalho perfeito, ou irá afundar seu próprio Titanic.

Quando se tem um tempo limitado/ curto para criar algo, ou ter alguma ideia para algum planejamento de campanha, a inspiração NÃO deve ser aquela “luz” que virá até você DO NADA para te dar o trabalho perfeito. Mas ela deve ser aquela IDEIA PERFEITA que OUTRA PESSOA já teve anteriormente, e que você deverá RECAUCHUTAR, DAR UMA OUTRA CARA, PEGAR SEUS PONTOS FORTES e assim “criar algo diferente”.

Mas como pudemos perceber no caso da banda Guns’n roses, até mesmo para reaproveitar, copiar ou modificar ideias de outras pessoas, é preciso SABER fazer isso com uma certa genialidade, criatividade e acima de tudo TÉCNICA e PRÁTICA.  Afinal, de que adianta uma boa ideia se a execução é falha? [né, Avril?!!!]

 

Texto de Rebecca de Andrade Vila Nova.

 

 

 

 

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Existe música boa ou ruim???  (beka esclarece!) escrito em quinta 03 setembro 2009 17:31

Bom... essa é uma daquelas perguntas que fazemos para nós mesmos internamente...

Existe sim a música boa e a música ruim! A questão é entender.

Podemos comparar a música com a culinária. Você com certeza já visitou diversos restaurantes na sua vida e todos eles podiam ter os mesmos pratos, mas com um sabor diferente. Porque cada cozinheiro tem o seu paladar (gosto/estilo). Uma erva fina pode mudar completamente o gosto do seu macarrão à blognesa de todo domingo. Mas deve-se saber qual erva fina usar para o seu diferencial.

Agora, o que é que isso tem a ver???

Tudo!

A música não deve e não pode ser definida como boa ou ruim por seu gênero.

A formação (ou o princípio) da música baseia-se em 4 fatores:

1) Percepção auditiva (bom ouvido)

2) Melodia

3) Harmonia

4) Ritmo

Se você entender muito desses 4 fatores, você está preparado para degustar o prato principal de restaurantes distintos.

A harmonia e o ritmo são a base para determinar gêneros diferentes. Elas abrem caminho para novos temas que depois de trabalhadoss e rotulados se transformam em um estilo.

É justamente na junção dos 4 fatores que percebemos (ou julgamos) a qualidade da música.

Para a música ser considerada um uma boa música aos ouvidos dos profissionais, a primeira percepção está na harmonia.  A harmonia (que é a junção de notas distintas em determinada escala) deve ser diferenciada. Quando misturada com notas de outras escalas elas podem ter efeitos completamente positivos ou negativos. Por isso, o primeiro fator para a composição de qualquer música é a percepção auditiva, pois ela é o instrumento para a harmonização.

Cada gênero possui a sua marca em termos de harmonia.Para o rock, por exemplo, a escala de dó maior é a mais utilizada. O princípio da harmonia do rock está na tônica (a primeira nota ou a nota tema da escala), terça (a terceira nota da escala) e quinta (a quinta nota da escala). Para a MPB, a harmonia já é mais dissonante, as notas de escalas diferentes invadem a composição, em que misturadas com o ritmo suingado dos brasileiros  definem o gênero.

Por isso é preciso tomar muito cuidado ao misturar escalas, pois se a pessoa não tiver uma boa percepção auditiva, ela literalmente "caga" na nota... e uma música com harmonia errada é uma péssima música!!!!

 

A segunda percepção está na melodia. A melodia determina a originalidade da música. Para o mundo ocidental a música é trabalhada com 7 notas naturais e seus assidentes. Você já parou para pensar em quantos milhões e milhões de músicas existem??? Utilizar poucas notas para milhões de músicas acabam com a criatividade dos músicos, por isso ouvimos aquelas bandas em que se você escuta uma música, já escutou o álbum inteiro, porque são todas iguais... ou as bandas que acabam plageando outras sem querer.

A melodia pode sim se repetir ou se parecer com outra, mas o diferencial deve estar na harmonia, no ritmo e no arranjo. Se não houver esse diferencial a pessoa (ou banda) acaba caindo na falta de originalidade. Hoje, isso acontece muito, pois a música passou a ser algo totalmente comercial e boa parte das novas bandas acabam caindo na mesma linha musical, com o mesmo gênero, a mesma melodia, a mesma harmonia, os mesmos arranjos, e até as mesmas letras. Falta de identidade musical é sinônimo de música ruim!

E ainda na melodia... se a melodia não tiver nada a ver com a harmonia escolhida a música é PÉSSIMA!!! um horror... e completamente sem noção a pessoa que perdeu tempo fazendo isso... Se você acha que isso não acontece, não se deixe enganar... Você já comprou um CD de uma banda que você adorou e quando foi no show os caras acabaram com a própria  música? Pois é... isso acontece quando não há uma boa percepção de melodia. O estúdio (ou gravadora) tem equipamentos especiais desenvolvidos especialmente para estes casos... por isso cuidado com a melodia da sua música!

O ritmo... bom... diferente da harmonia e da melodia, o ritmo é algo que não dá para apurar... ou a pessoa tem ritmo ou não tem! A harmonia e a melodia, por mais que você se considere um zero à esquerda e ache que não tem solução, que nunca vai aprender... não se desespere! Com um bom estudo e com muito tempo à disposição e prática você consegue apurar seu ouvido! Mas o ritmo nasce com a pessoa... Eu não me atreveria a dizer que é impossível uma pessoa "adquirir" o ritmo com o tempo... mas em 15 anos de envolvimento com a música eu nunca ouvi falar de uma situação dessas.

Não confunda ritmo com coordenação motora! uma pessoa sem coordenação, mas com um bom ritmo, consegue desenvolver o lado da coordenação... mas uma pessoa sem ritmo morre sem ritmo.

Se você quer testar sua capacidade rítmica, faça o seguinte: Ponha uma música de andamento 4/4 (rock, funk, pagode, samba, axé, eletrônicos...) e tente bater palma no contra-tempo da música. O contratempo será sempre a batida mais forte... aquele "tá" ou "pá" da bateria que aparece mais. Se você conseguir acompanhar a bateria em todos esses ritmos, tente acompanhar ritmos 3/4, 2/4 e 6/4 (blues, jazz, polka, rhumba...) e qualquer outro que exagere nos contratempos. Se você conseguir está bem de ritmo! já pode juntar tudo o que você aprendeu aqui e começar a ser mais crítico com relação à música!

Agora se você quiser ser mais crítico ainda repare no arranjo.

O arranjo é a finalização da música. É o que dá a cara, a indentidade e o diferencial da música.

O arranjo pode ser tanto instrumental quanto vocal. O arranjador é aquele que aplica os 4 fatores juntamente com a sua criatividade, estipulando solos instrumentais, quebras de tempo, escolha do tema e distorções, back vocals, rifes, introduções, interlúdios e acabamentos.

Se você estiver dominando os 4 fatores já pode avaliar os arranjos também.

E agora a última coisa...

Esteja atento para as influências musicais de determinado cantor ou banda. Ao escutar o som, procure sempre pensar quais são as influências musicais deste, pois elas ajudam você a entender o nível de conhecimento musical do artista. 

 

Agora fique esperto ao escutar alguma música e tente VOCÊ definir se o que você anda escutando é uma música boa ou ruim!   

Espero que eu teenha ajudado em alguma coisa... 

 Comentem este primeiro post!

falow!

 

                                                                 written by: Rebecca de Andrade Vila Nova

 

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